Apesar de alertas, adolescentes fazem bronzeamento artificial nos EUA

O desejo de um corpo bronzeado passa por cima dos avisos sobre o risco de câncer da pele

O Centro de Prevenção e Controle de doenças dos Estados Unidos publicou um estudo no último dia 19 de agosto com revelações alarmantes para adolescentes e jovens adultos. Apesar do risco de câncer da pele, incluindo o melanoma mortal, quase 30 por cento das adolescentes brancas, na faixa de 15 a 18 anos, usam camas de bronzeamento; e quase 17 por cento usam frequentemente.
Entre as mulheres brancas de 18 a 34 anos, quase 25 por cento usam as camas; e 15 por cento o fazem com frequência. O estudo foi publicado em 19 de agosto na JAMA Internal Medicine.
“As altas taxas de bronzeamento artificial entre essa população é muito preocupante”, disse o co-autor do relatório Gery Guy Jr., da divisão de prevenção do câncer no CDC (Centers for Disease Control and Prevention). Além disso, não houve mudanças significativas na prevalência de bronzeamento artificial nos últimos anos, afirmou ele.
“Bronzeamento artificial tem sido associado ao câncer de pele, especialmente o melanoma e o risco é maior entre os usuários mais jovens e aqueles que a usam com frequência.” Guy diz ainda que as meninas devem ser educadas sobre os riscos da exposição aos raios ultravioleta. O bronzeamento artificial deve ser restrito aos adultos, e as afirmações sobre seus benefícios devem ser desacreditadas, completa.
Outra percepção que deve ser mudada é a de que pele bronzeada é saudável e atraente. Pele bronzeada é pele danificada, alerta. E finaliza dizendo que ainda há um longo caminho a se percorrer para reduzir o uso de camas de bronzeamento.
No Brasil, o uso das câmaras de bronzeamento artificial por motivações estéticas foi proibido em 2009 por uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos eleva em até 75% o risco de câncer da pele.   Aumenta também o risco de envelhecimento precoce, rugas, manchas e outros problemas.

 

Fonte: http://www.sbcd.org.br/noticia/2573