Pele sensível e sensibilizada – post 1 de 5

Pele sensível, também chamada de pele reativa, pele intolerante ou pele hiperreativa é um termo que foi utilizado pela primeira vez há algumas décadas e que vem tendo importância e relevância cada vez maiores nos últimos anos. Definida e mais aceita como uma característica da pele com menor tolerância ao uso de cosméticos e/ou artigos de higiene pessoal, a sensibilidade, muitas vezes, é subjetiva, podendo vir ou não acompanhada de sinais físicos evidentes de irritação.

 

As peles sensíveis trazem grandes impactos na qualidade de vida dos indivíduos afetados, podendo gerar ansiedade, hostilidade e somatização. Por conta disso, a pele sensível é queixa cada vez mais frequente nos consultórios dermatológicos, visto que mais de 50% das mulheres e 40% dos homens apresentam esta condição.

Há evidências de que múltiplos fatores interagem diferentemente nos indivíduos afetados, tais como: idade; fator genético e hormonal; pele seca ou ressecada; raça; região anatômica e doenças pré-existentes. Com relação à idade, observa-se que a pele dos mais jovens é mais propensa à sensibilidade e que sua frequência diminui com a idade. Na maioria das vezes, a sensibilidade exacerbada da pele está diretamente relacionada ao uso frequente e prolongado de produtos de uso diário, principalmente de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos por conter, principalmente, conservantes e fragrâncias que possuem alto potencial alergênico.

A fisiopatogenia da pele sensível ainda é pouco compreendida, mas baseia-se na combinação de 3 mecanismos principais:

  • Aumento da neurossensibilidade cutânea: Acredita-se que ocorram alterações nas terminações nervosas cutâneas dos indivíduos afetados, que seriam então mais facilmente estimuladas. Traumas crônicos nas terminações nervosas podem agravar essas alterações. Além disso, há maior liberação e/ou maior demora na receptação de neurotransmissores, que agem por mais tempo. O estímulo de alguns receptores específicos como os de endotelina e do receptor vaniloide de potencial transitório 1(TRPV 1) levam a maior reatividade vascular, maior inflamação neurogênica e hiperalgesia.
  • Aumento da resposta imune: Reação acentuada a agentes irritantes com aumento da resposta antígeno-anticorpo. Pode manifestar-se por dermatite de contato alérgica, dermatite atópica ou urticária de contato imunológica.
Fonte: galena.com.br