Hidratação pós-sol essencial para manter a pele saudável e protegida

A recomendação dos dermatologistas é a diminuição da exposição solar, devido aos efeitos deletérios causados pelos raios UVA e UVB, mas vivemos em um país tropical. No verão, a exposição ao sol aumenta muito, seja pela prática de esporte ao ar livre, ou pelo hábito dos brasileiros de bronzear-se e banhar-se nas praias e piscinas. E muitas vezes esta exposição leva á desidratação da pele, sendo imprescindível o uso de hidratante para manter a pele saudável e revitalizada. A hidratação intensa, após a exposição solar, assegura a renovação natural do estrato córneo, promovendo um bronzeamento uniforme e duradouro, impedindo a descamação que ocorre, principalmente, pelo ressecamento da pele. Além da exposição ao sol, mar e piscina, hábitos diários como o uso excessivo de sabonete associado ao aumento do número de banhos no verão e o uso frequente do ar condicionado são fatores que, quando somados, podem comprometer a hidratação do estrato córneo, levando à diminuição da função de barreira da pele.

A barreira curânea íntegra é responsável pelo equilibrio hídrico e promove uma descamação organizada dos corneócitos na pele. Em decorrência de uma alteração dos componentes da barreira cutânea, há um aumento da perda de água transepidérmica, a pele ressecada altera o nível normal de descamação dos corneócitos, impedindo o desprendimento gradual destes do estrato córneo, levando-os ao desprendimento em blocos. O resultado visível e sensorial é uma superfície áspera ao tato, opaca, enrugada e desvitalizada se comparada às peles bem hidratadas, ocorrendo muitas vezes descamação. Estas características estão relacionadas apenas ao que ocorre com o estrato córneo. Sintomas relacionados à pele seca ou xerótica iniciam-se quando o conteúdo de água do estrato córneo está inferior a 10%. A exposição solar exagerada pode também desencadear um processo inflamatório na pele, com aumento dos radiais livres, caracterizado pela vermelhidão, ardor, sensação de calor na superfície curtânea e edema. A desidratação da derme em geral é mais comum na pele envelhecida e está relacionada com a diminuição dos glicosaminoglicanos nela presentes.

Fisiologicamente ocorrem diferenças no grau de hidratação da pele dos homens comparada às mulheres, na composição bioquímica dos lipídeos, mais especificamente relacionados às ceramidas no estrato córneo. Esta alteração ocorre devido, principalmente, à influência dos hormônios femininos. Os lipídeos assumem um importante papel na função de barreira e permeabilidade de água no estrato córneo, favorecendo nas mulheres alteração na hidratação da pele.

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Fonte: galena.com.br