Cabelo – ciclo de crescimento, envelhecimento e causas de queda

Ciclo de Crescimento do cabelo Normal

A fase Anágena é responsável pela produção e o crescimento dos cabelos, o tempo de duração dessa fase é de cerca de 3 a 7 anos. Na segunda fase, Catágena, também chamada fase de involução, a divisão celular cessa e o folículo retrai-se durando, em média, de 3 a 4 semanas. A fase final do ciclo de vida do cabelo é a fase Telógena, que se caracteriza pelo desprendimento do fio do couro cabeludo, esta fase tem duração de 3 a 4 meses.

É considerado normal que, em média, 100 a 150 fios de cabelo desprendam-se do couro cabeludo diariamente. Acima dessa média,a queda de cabelo torna-se preocupante independentemente da idade. Contudo, sabe-se que, embora a queda excessiva possa ter inúmeras causas, ela é intensificada durante o processo de envelhecimento.

Envelhecimento Capilar

Quando falamos do envelhecimento capilar, entende-se envelhecimento do folículo piloso e o fotoenvelhecimento da haste do cabelo, que se manifesta com a diminuição da função dos melanócitos, produção, quantidade e espessura do cabelo. O couro cabeludo e os cabelos estão sujeitos ao envelhecimento intrínseco e extrínseco,como: genética; variações hormonais; exposição solar; radiação; poluição; tabagismo; nutrição entre outros.

Causas da queda capilar

Fatores Genéticos – informação contida no DNA • Fatores Hormonais – influência da testosterona • Baixa vascularização • Contaminação Microbiana Capilar – bactérias no couro cabeludo • Estresse físico e mental – oxidação • Alimentação inadequada • Tração Mecânica Excessiva • Doença sistêmica ou no couro cabeludo – devem ser sempre diagnosticadas e acompanhadas por um médico

 

Fonte: galena.com.br

Cientistas "acordam" folículo capilar e isso pode mudar a vida dos carecas

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, podem ter dado o primeiro passo para realizar o sonho de muita gente: voltar a ter cabelos. Angela M. Christiano e seus colegas conseguiram fazer crescer pelos em camundongos ao “acordarem” o folículo capilar do seu ciclo de dormência. Isso foi feito inibindo a produção de algumas enzimas usando dois tipos de remédios. O estudo foi publicado na última semana na revista científica Science Advances.

A pesquisa, que usou inibidores de enzimas da família Janus kinase (JAK, na sigla em inglês), levanta a possibilidade de que essas substâncias sejam capazes de restaurar o crescimento dos fios em casos de perda de cabelo em que os folículos ficam paralisados no estado de descanso – como é o caso da calvície masculina.

Esses inibidores são remédios usados atualmente para tratar doenças do sangue (ruxolitinib) e para artrite reumatoide (tofacitinib). Ambos estão em estágio de testes clínicos para o tratamento de outras doenças como a psoríase em placa (que também leva à queda de pelos) e a Alopecia areata, uma doença autoimune que causa a perda de cabelo.

“O que descobrimos é promissor, apesar de ainda não termos mostrado que é a cura para a calvície padrão”, afirmou Angela. “Precisamos testar se os inibidores JAK podem induzir o crescimento de cabelo em humanos usando fórmulas feitas especialmente para o couro cabeludo”.

Descoberta acidental

Ela e seus colegas descobriram o efeito dos inibidores sobre o folículo capilar acidentalmente enquanto estudavam a Alopecia areata, que ataca os folículos. No ano passado, em outra pesquisa, eles mostraram que os inibidores cortam o sinal que provoca o ataque autoimune e que esses remédios faziam o cabelo crescer de novo em pessoas com a doença.

Enquanto fazia os testes, Angela percebeu que os pelos dos camundongos cresciam em maior quantidade quando o remédio era aplicado diretamente na pele. Isso indicou que os inibidores poderiam estar agindo nos folículos além do papel de estancar o ataque imunológico.

Quando os pesquisadores observaram folículos de camundongos normais, eles notaram que os inibidores acordavam rapidamente os folículos que estavam em estágio de dormência (eles têm dois ciclos, o ativo e o descanso).

Assim, os pesquisadores descobriram que os inibidores de enzima ativam o processo natural de despertar dos folículos.

Resultados

Camundongos tratados por cinco dias com um ou dois dos inibidores fizeram crescer pelos novos em dez dias, acelerando o início do crescimento. No grupo de controle, nenhum pelo cresceu nos camundongos no mesmo período.

“Não há muitos compostos que conseguem forçar os folículos capilares ao ciclo de crescimento tão rapidamente”, disse a pesquisadora. “Alguns agentes tópicos induzem tufos de cabelo aqui ou ali depois de algumas semanas, mas poucos têm esse efeito potente e também essa rapidez”.

Os remédios também produziram cabelos humanos mais compridos em folículos em cultura e em pele humana enxertada em camundongos. É provável que as substâncias ajam da mesma forma em folículos humanos, ou seja, após novas pesquisas pode ser que os remédios induzam o crescimento de cabelos novos ou alonguem os fios já existentes.

Até agora, todos os experimentos foram conduzidos em camundongos normais e folículos capilares humanos. Já os testes com folículos afetados por doenças que provocam queda de cabelo ainda estão sendo realizados.

Se desejar ler o estudo completo (link em inglês), clique aqui

 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/10/30/cientistas-acordam-foliculo-capilar-e-isso-pode-mudar-a-vida-dos-carecas.htm

FDA alerta: produtos para escova progressiva podem causar câncer

Produtos que alisam os cabelos e fazem parte do método de escova progressiva podem causar câncer. A conclusão é da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA.

Segundo a instituição, a principal marca testada e que comprovou o perigo dos produtos foi a Brazilian Blowout. Na fórmula do composto alisador, o formaldeído, substância reconhecida como carcinogênica, foi encontrado em quantidades que variavam de 8,7% a 10,4% do total. A taxa supera muito o limite de 0,2% recomendado pelos órgãos de saúde como níveis seguros para os seres humanos.

A FDA diz que a conclusão é alarmante e recomendou cuidado a clientes de salões de beleza e profissionais que mexem com o produto, que apresenta a inscrição “livre de fomaldeído” no rótulo. Em nota no site da revista Time, o órgão afirma que a  “forma líquida do formol libera quantidades perigosas de gases químicos nocivos e que a forma prescrita de utilização do produto faz com que usuários inalem esses gases”.

Apesar das conclusões, Mike Brady, CEO da empresa que produz o Brazilian Blowout, refutou qualquer hipótese de o produto não ser seguro. “O nosso produto foi testado inúmeras vezes. Jamais excedemos os níveis recomendados para qualquer composto”.

As justificativas de Brady, entretanto, não devem ser suficientes. Após o posicionamento do FDA, o composto deverá ser alterado. O aviso do órgão afeta também outras empresas que possuem produtos similares para alisamento de cabelos.

 

Fonte: sbcd.org.br

Problemas mais comuns – Queda de cabelo

A queda excessiva dos cabelos pode ser provocada por diversos fatores. A pessoa que perceber que seus cabelos estão caindo em grande quantidade depois de penteá-los ou lavá-los, ou que estes estão se tornando mais finos ou escassos deve consultar seu dermatologista. Dentre as principais causas da queda de cabelo podemos citar:

  • Pós-parto
    Após o parto, muitos fios entram na fase de repouso do ciclo. Aproximadamente 2 ou 3 meses após o parto, algumas mulheres podem notar perda mais acentuada de fios. Essa situação pode perdurar por até seis meses, mas tende a ser resolver naturalmente na maioria dos casos.
  • Febre alta, infecção grave e resfriado forte
    Entre 4 semanas e 3 meses após o desenvolvimento destes quadros, pode haver queda de cabelo que, no entanto, se corrige espontaneamente.
  • Doenças da tireóide
    Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem causar queda de cabelo. Estas alterações da tireóide podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais. O tratamento correto das doenças da tireóide pode corrigir a perda capilar.
  • Dieta inadequada em proteína
    Algumas pessoas que fazem dietas pobres em proteínas ou têm hábitos alimentares anormais podem desenvolver desnutrição protéica. O corpo irá economizar suas proteínas fazendo com que os fios que se encontrem na fase de multiplicação passem para a fase de repouso. Passados 2 ou 3 meses, pode haver uma queda maciça dos cabelos. Devido ao enfraquecimento dos pelos, fica mais fácil arrancá-los. Essa condição pode ser prevenida e revertida com o consumo das quantidades recomendadas de proteína.
  • Medicamentos
    Algumas drogas prescritas podem causar queda temporária de cabelo. Exemplos dessas drogas incluem alguns medicamentos usados no tratamento de gota, artrite, depressão, problemas cardíacos, hipertensão arterial e anemia. O excesso de vitamina A também pode levar à queda de cabelo.
  • Tratamento oncológico
    Alguns tipos de tratamento oncológico farão com que as células responsáveis pelo crescimento dos cabelos parem de se dividir. Os cabelos começam a ficar finos e quebradiços. Isto ocorre cerca de 1 a 3 semanas após o início do tratamento. Pacientes podem chegar a perder mais de 90% dos seus cabelos. Findo o tratamento, o crescimento capilar se reinicia. Alguns pacientes optam pelo uso de perucas.
  • Uso de anticoncepcionais
    Mulheres que apresentam queda de cabelos enquanto estão em uso de pílulas anticoncepcionais geralmente apresentam tendência prévia a terem menor quantidade de cabelos. Se esta queda realmente ocorrer, a usuária deverá consultar seu ginecologista na tentativa de substituir o anticoncepcional usado. A queda de cabelo inicia-se de dois a três meses após a interrupção do anticoncepcional, podendo permanecer por mais seis meses.
  • Baixo nível de ferro no sangue
    A deficiência de ferro também pode levar à queda de cabelo. Algumas pessoas não ingerem ou não absorvem bem o ferro. Mulheres que têm período menstrual de volume ou duração prolongada também podem desenvolver esta deficiência. A detecção da redução do ferro no sangue é feita através de exames laboratoriais e pode ser corrigida pelo uso de comprimidos ou medicações que contenham a substância.
  • Grandes cirurgias e doenças crônicas
    Qualquer pessoa que se submeta a uma cirurgia de grande porte pode perceber queda dos cabelos de 1 a 3 meses após o procedimento cirúrgico. Esta condição se reverte espontaneamente em poucos meses, o que não ocorre nos casos de doenças crônicas.

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1605

Problemas mais comuns – Dermatite seborréica

Também conhecida como caspa ou seborréia, a dermatite seborréica é uma infecção crônica que atinge as regiões do corpo com maior produção de óleo por parte das glândulas sebáceas. A dermatite seborréica tem a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam, podendo formar crostas. Dentre os fatores que desencadeiam a dermatite seborréica estão estresse, alterações hormonais, clima seco, mudanças abruptas de temperatura e aumento na quantidade dos fungos habituais do couro cabeludo.

A dermatite seborréica não tem cura, mas algumas medidas podem controlar a doença:

  • Lavar o cabelo diariamente com água morna ou fria, para remover a oleosidade;
  • Remover completamente o xampu e o condicionador;
  • Não dormir de cabelo molhado e nem colocar bonés ou chapéus com os cabelos úmidos;
  • Uso de xampus ou outros produtos que normalizem a descamação;
  • Controlar o estresse.

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1605

Problemas mais comuns – Alopecia Areata

Doença auto-imune que pode acometer crianças e adultos de qualquer idade, e provoca a o surgimento de uma área pequena e arredondada totalmente sem cabelos, do tamanho de uma moeda ou maior. Raramente provoca a perda total dos cabelos do couro cabeludo e do corpo. O tratamento pode ser feito com medicações tópicas ou, em alguns casos, sistêmicas.

 

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1605

Problemas mais comuns – Calvície Hereditária

É a causa mais comum da perda de cabelo, e pode ser herdada tanto do lado materno quanto do lado paterno da família. Mulheres com essa herança genética desenvolvem cabelos ralos, mas não se tornam completamente carecas.

Essa condição é chamada de alopecia androgenética e pode começar na adolescência, aos 20 ou 30 anos. Não há cura, porém existem tratamentos medicamentosos. Uma das terapêuticas  envolve a aplicação de uma loção, minoxidil, duas vezes ao dia no couro cabeludo. As regiões com menos fios podem ser disfarçadas com penteados E o transplante de cabelos pode redistribuir os fios que permaneceram.

 

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1605

Cuidados com os cabelos

  • A higiene adequada é prerrogativa para um cabelo saudável. Cabelos lavados com pouca frequência acumulam sujeira, oleosidade e resquícios de poluição. Isso entope os folículos capilares e dificulta a nutrição dos cabelos, impedindo que cresçam adequadamente.
  • O cabelo molhado é mais frágil, e deve-se evitar pentes, escovas e fricção intensa com toalhas nessa situação.
  • Comece a pentear o cabelo rente ao couro cabeludo e deslize até as pontas dos cabelos, para distribuir o óleo dos folículos seja distribuído homogeneamente ao longo do fio. Prefira pentes e escovas macios.
  • Evite os penteados que tracionem intensamente os cabelos, como “rabo de cavalo” e tranças. Se possível, alterne com os cabelos soltos, pois esses penteados podem provocar quedas.

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1604

A fisiologia do cabelo

Os cabelos são pelos terminais queratinizados que crescem no couro cabeludo, mais compridos e concentrados que os pelos fetais ou lanugos presentes em outras regiões do corpo. No corpo de um adulto, estima-se que haja cinco milhões de folículos pilosos, dos quais um milhão na cabeça e 100.000 cobrindo o couro cabeludo.

O cabelo possui três camadas:

  • Cutícula: camada mais externa do fio, que se divide em camadas sobrepostas, protege o fio e deixa antever sua coloração;
  • Córtex: camada intermediária, em que se pode transformar a estrutura do cabelo;
  • Medula: parte central do fio, vazia ou preenchida com queratina esponjosa.

Os fios de cabelo submetem-se repetitivamente à obsolescência e ao renascimento planejados. A produção do cabelo é um processo cíclico dividido em três fases: anágena (crescimento ativo), telógena (repouso) e catágena (queda).

A velocidade de crescimento do cabelo em geral oscila de seis mm a 1,2cm por mês, variando conforme a localização do folículo piloso, idade e sexo. Períodos de crescimento (anágena) duram entre 2 e 8 anos, quando são seguidos por um breve período de 2 a 4 semanas de degradação (catágena), passando então passam para a fase de repouso (telógena,) que dura de 2 a 4 meses.

Aproximadamente 90% dos cabelos existentes no couro cabeludo estão em fase de crescimento. O restante encontra-se em fase de repouso, cuja duração aproximada é de 2 a 4 meses. O cabelo cai ao atingir o fim desta fase. Conforme o corpo envelhece, o crescimento dos cabelos fica mais lento.

É normal perder de 50 a 100 fios de cabelo por dia. Sempre que um fio cai, é substituído por outro no mesmo folículo, dando início a um novo ciclo de crescimento.

Os cabelos podem ser loiros, castanhos, ruivos ou pretos, de acordo com o nível de melanina presente em sua composição. Cabelos naturalmente louros em geral apresentam-se em maior quantidade (140.000 fios) do que aqueles de cor escura (105.000 fios) ou ruiva (90.000 fios).

 

Fonte: http://www.sbcd.org.br/pagina/1603