Aspectos gerais das Celulites e Estrias – post 2 de 2

ESTRIA

 

Estrias caracterizam-se clinicamente pela morfologia em geral, linear, aspecto atrófico e superfície, eventualmente, discretamente enrugada. Frequentemente ocorrem mais no sexo feminino, podendo ser discretas ou exuberantes.

São provocadas pelo rompimento das fibras elásticas da derme, localizando-se nas mamas, abdômen, coxas, nádegas e quadris. Os fatores desencadeantes são principalmente hormonais e o próprio estiramento das fibras de colágeno e elastina que sustentam a derme, como no caso da gravidez e do próprio crescimento. Esses fatores podem ser somados e ainda desencadeados pela predisposição genética.

O aumento do estrógeno na puberdade e na gravidez favorece o aparecimento de estrias. O uso de medicamentos, como corticoides, diminui o metabolismo celular favorecendo a perda de elasticidade, além de interferir também na retenção de líquidos levando ao aparecimento das estrias.

No crescimento acelerado, que pode ocorrer entre os 12 e 16 anos, observam-se estrias nas costas, panturrilhas, braços e pernas dos adolescentes. A dificuldade de gerenciar o peso, havendo alteração do mesmo em um curto espaço de tempo, conhecido popularmente como efeito sanfona, em alguns casos favorece estiramento excessivo da pele contribuindo para o aparecimento das estrias.

Tipos de estria

Coloração rosada ou arroxeada: Pode apresentar leve coceira e são acompanhadas por um processo inflamatório no local. Tecido com capacidade de regeneração.

 

Coloração branca: Como são estrias mais antigas, já ocorreu atrofia intensa das fibras de colágeno e elastina, e não há mais inflamação envolvida. Para prevenção e redução das estrias, é indicado o uso de hidratantes, óleos essenciais e ativos que promovem a estimulação e reorganização do tecido conjuntivo.

 

Fonte: galena.com.br

Pele sensível e sensibilizada – post 2 de 5

  • Disfunção da barreira cutânea: A função de permeabilidade da barreira cutânea depende da integridade do estrato córneo da epiderme, dos lipídeos intercelulares (colesterol, ceramidas e ácidos graxos livres) e da organização das camadas lipídicas multilamelares entre os corneócitos.

Qualquer alteração neste equilíbrio, como a diminuição da camada lipídica, levará à maior permeabilidade do estrato córneo com consequente aumento da penetração e absorção percutânea de substâncias irritantes que acabarão por estimular ainda mais o sistema imunológico cutâneo. Além disso, com a função de barreira comprometida, as terminações nervosas ficarão menos protegidas e mais expostas, sendo mais facilmente estimuladas por agentes irritantes e fatores ambientais. 

Desta maneira, percebemos que o prejuízo da barreira cutânea exalta ainda mais os outros 2 mecanismos apresentados. Inicia-se com a penetração anormal de substâncias na pele, desencadeando uma reação inflamatória.

Os sintomas variam de acordo com o indivíduo e a área afetada. O local mais acometido é a face, especialmente o sulco naso labial, por ser uma área mais exposta a cosméticos, com barreira cutânea mais frágil e com grande número de terminações nervosas. Outras áreas acometidas, por ordem de frequência, são: as mãos, o couro cabeludo, os pés, o pescoço, o dorso e as genitálias.

Logo após o uso do cosmético ou até alguns dias depois do uso, o paciente pode apresentar sensações de desconforto como prurido, ardor, irritação, aspereza e queima- ção. Há outros sinais clínicos que também podem ocorrer, facilitando o diagnóstico, como o eritema, telangiectasias, ressecamento, descamação, presença de pápulas, pústulas, vesí- culas, bolhas ou erosões.

 

Fonte: galena.com.br

Pele sensível e sensibilizada – post 1 de 5

Pele sensível, também chamada de pele reativa, pele intolerante ou pele hiperreativa é um termo que foi utilizado pela primeira vez há algumas décadas e que vem tendo importância e relevância cada vez maiores nos últimos anos. Definida e mais aceita como uma característica da pele com menor tolerância ao uso de cosméticos e/ou artigos de higiene pessoal, a sensibilidade, muitas vezes, é subjetiva, podendo vir ou não acompanhada de sinais físicos evidentes de irritação.

 

As peles sensíveis trazem grandes impactos na qualidade de vida dos indivíduos afetados, podendo gerar ansiedade, hostilidade e somatização. Por conta disso, a pele sensível é queixa cada vez mais frequente nos consultórios dermatológicos, visto que mais de 50% das mulheres e 40% dos homens apresentam esta condição.

Há evidências de que múltiplos fatores interagem diferentemente nos indivíduos afetados, tais como: idade; fator genético e hormonal; pele seca ou ressecada; raça; região anatômica e doenças pré-existentes. Com relação à idade, observa-se que a pele dos mais jovens é mais propensa à sensibilidade e que sua frequência diminui com a idade. Na maioria das vezes, a sensibilidade exacerbada da pele está diretamente relacionada ao uso frequente e prolongado de produtos de uso diário, principalmente de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos por conter, principalmente, conservantes e fragrâncias que possuem alto potencial alergênico.

A fisiopatogenia da pele sensível ainda é pouco compreendida, mas baseia-se na combinação de 3 mecanismos principais:

  • Aumento da neurossensibilidade cutânea: Acredita-se que ocorram alterações nas terminações nervosas cutâneas dos indivíduos afetados, que seriam então mais facilmente estimuladas. Traumas crônicos nas terminações nervosas podem agravar essas alterações. Além disso, há maior liberação e/ou maior demora na receptação de neurotransmissores, que agem por mais tempo. O estímulo de alguns receptores específicos como os de endotelina e do receptor vaniloide de potencial transitório 1(TRPV 1) levam a maior reatividade vascular, maior inflamação neurogênica e hiperalgesia.
  • Aumento da resposta imune: Reação acentuada a agentes irritantes com aumento da resposta antígeno-anticorpo. Pode manifestar-se por dermatite de contato alérgica, dermatite atópica ou urticária de contato imunológica.
Fonte: galena.com.br

Própolis promove crescimento de cabelos em cobaias

Ainda não é a salvação contra a calvície, mas pesquisadores descobriram que a própolis ajuda a crescer pêlos em animais.

Já se sabia que a substância produzida pelas abelhas promove o crescimento de certas células envolvidas no crescimento dos cabelos, embora não houvesse ainda comprovação de que essas células de fato resultam no crescimento efetivo dos cabelos.

A própolis, uma espécie de resina que as abelhas usam para selar suas colmeias, tem largo uso medicinal, sobretudo porque contém compostos ativos que combatem fungos e invasões bacterianas que poderiam ameaçar as casas das abelhas.

Própolis contra calvície?

Shota Miyata e seus colegas da Universidade de Hokkaido (Japão) testaram a própolis em ratos que tiveram seus pêlos retirados por raspagem com lâmina ou extraídos com cera.

Os animais que receberam o tratamento cresceram os pêlos mais rapidamente do que aqueles que não receberam.

Os pesquisadores confirmaram que, após a aplicação local, o número de células específicas envolvidas no processo de crescimento dos pêlos aumentou.

Embora tenham testado o uso da própolis em animais normais, sem calvície, os cientistas argumentam que as condições de perda de cabelo muitas vezes resultam de inflamações anormais.

E a própolis, continuam eles, contém compostos anti­inflamatórios que poderiam ajudar a tratar condições que levam à calvície. Mas isto são apenas hipóteses, que a equipe pretende testar a seguir.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8589/pr%C3%B3polis-promove-crescimento-de-cabelos-em-cobaias

Pesquisadores da UFRGS desenvolvem protetor solar à base de arroz

Pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) estão desenvolvendo uma fórmula de protetor solar que contém um componente da produção agrícola local: óleo de arroz. Além de valorizar uma matéria­prima genuinamente gaúcha, o novo uso melhora a eficiência na proteção da pele dos agricultores familiares do Estado. A tecnologia será repassada, por meio de convênio de cooperação técnica, ao Lafergs para a produção do protetor solar e distribuição gratuita a 100 mil agricultores familiares.

A pesquisadora da Ufrgs Sílvia Guterres explica que o óleo de arroz tem ação antioxidante, que reduz a velocidade de envelhecimento das células, e efeito emoliente. “É um componente a mais na proteção contra a radiação”. Segundo ela, o aditivo não é caro e não implicará maior custo. O fornecedor do ingrediente é uma empresa de matéria­prima cosmética. O trabalho vem sendo desenvolvido há quatro meses e deve se prolongar por mais um semestre.

A farmacêutica Juliana Lazzari Medeiros, mestranda da Ufrgs, acrescenta que o óleo de arroz pode ser benéfico em tratamentos para doenças de pele tais como dermatite atópica e psoríase, pois forma uma barreira e faz diminuir a perda de água. “É um produto com características sensoriais adequadas ao público, como o toque seco”, explica. Para a escolha dos materiais a serem utilizados na fórmula, três fatores foram levados em conta: tendências de mercado, ciência e custo. Contudo, ainda não foi definido o volume que será fabricado, pois é preciso registrar o produto na Anvisa, explica o diretor do Lafergs, Paulo Mayorga Borges. Segundo ele, a expectativa é de que o produto distribuido no campo seja substituído pelo de fabricação própria do Estado até o fim de 2015. O programa, em execução desde junho, tem como meta distribuir 300 mil unidades nos primeiros 12 meses.

Propriedades

Extraído do farelo de arroz, o óleo contêm altas concentrações de componentes ricos em antioxidantes, tais como vitamina E e gama­orizanol, o que pode ser útil para formulações tópicas com ação antienvelhecimento e hidratante.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8598/pesquisadores-da-ufrgs-desenvolvem-protetor-solar-%C3%A0-base-de-arroz

Cientistas advertem sobre riscos da exposição à luz visível

A exposição à luz visível (parte da radiação solar que enxergamos) também pode ser prejudicial à pele mesmo com o uso de protetores solares, pois causa danos ao DNA das células. “Criou­se um mito de que a luz visível é segura, o que não é verdade”, afirma o Maurício Baptista, do Instituto de Química (IQ) da USP. A constatação do cientista vem de estudos realizados no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), sediado no IQ.

No Redoxoma, Baptista coordena um grupo de pesquisadores que estudou e realizou experimentos que mostram como a melanina ao ser estimulada pela luz visível gera moléculas altamente reativas (compostos) que causam danos ao DNA das células. “Esse resultado tem impacto importante para saúde pública, pois demonstra que a estratégia de passar filtro solar e se expor por longos períodos ao sol pode causar danos irreparáveis na saúde da pele, incluindo o fotoenvelhecimento e possivelmente a formação de tumores”, alerta o cientista.

Ele explica que a irradiação solar tem vários componentes: o que enxergamos (luz visível) e o que não enxergamos é o UVA. “Os bons filtros solares encontrados hoje no mercado nos protegem contra radiação solar ultravioleta (UVA e UVB), mas não contra a radiação visível. É um equívoco considerar que a exposição à luz visível seja segura para a saúde da pele”, adverte.

Melanócitos

Os melanócitos são células localizadas na barreira entre a epiderme e a derme, fundamentais para manter a saúde da pele. Eles produzem a melanina, um pigmento na forma de grânulos responsável pela coloração da pele e pela proteção contra a radiação ultravioleta B (UVB). Na presença de raios UVA e da luz visível, no entanto, a melanina passa a causar danos às células epiteliais.

O mecanismo de fotossensibilização e geração de espécies reativas por radiação UVA, com efeitos como fotoenvelhecimento e desenvolvimento de vários tipos de câncer de pele, já era conhecido.

Agora, os pesquisadores avaliaram a toxicidade da luz visível em melanócitos humanos e de murinos, tanto com nível basal quanto com superexpressão de melanina, e demonstraram que a presença de melanina aumenta a fototoxicidade da luz visível. Eles também quantificaram a formação de oxigênio singlete, que seria um dos mecanismos pelos quais ocorrem danos às células.

Esse mecanismo, como explica Baptista, envolve uma reação de transferência de energia da melanina excitada por absorção luminosa para o oxigênio, formando o oxigênio singlete, que ataca principalmente a base nitrogenada guanina, formando derivados potencialmente mutagênicos do DNA. Além da formação do oxigênio singlete, os resultados obtidos pelo grupo também indicam a ocorrência de reações diretas da melanina em estado excitado com o DNA.

Difícil questão

Segundo o pesquisador, proteger a pele humana da exposição ao sol é uma questão complexa que envolve aspectos ainda pouco claros da interação entre a luz e o tecido.

“O ideal parece ser a velha receita de se expor ao sol por pouco tempo sem proteção externa, pois nesse caso obtemos os benefícios do sol, por exemplo, ativação da vitamina D, sem sofrermos os riscos que a exposição prolongada oferece, mesmo com utilização dos filtros solares atuais”, afirmou.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8601/cientistas-advertem-sobre-riscos-da-exposi%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-luz-vis%C3%ADvel

Ficando calvo? Então conheça o iGrow, dispositivo que usa lasers na cabeça

A Calvície é uma questão que assombra todas as pessoas, principalmente homens (inclusive este redator que vos escreve). O fator genético é inevitável.ão há saída, a não ser medicamentos pesados e caros com efeitos colaterais desagradáveis (como Finasterida) ou o implante, que gira na casa dos R$ 12 mil. Mas esperem! Há luz no fim do túnel: o iGrow, dispositivo que realiza terapia a laser na cabeça de pessoas com calvície.

“Fizemos uma revisão elevada da ciência!”, entona Jeff Braile, presidente da divisão de dispositivos médicos da Apira Science, empresa por trás do aparelho, em meio ao público calvo presente na CES 2015. Lembrando que a equipe do TecMundo está fazendo a cobertura do evento em Las Vegas, nos EUA.

O iGrow foi aprovado pela FDA (“Food and Drug Administration”, ou Administração de Alimentos e Medicamentos), órgão norte­americano responsável por classificar quaisquer produtos relacionados à saúde/alimentação. A entidade aprovou a utilização do dispositivo em agosto do ano passado para os homens e em dezembro para as mulheres.

E como funciona?

Basicamente, o que o iGrow faz é uma terapia a laser. O aparelho funciona por meio de terapia de baixo nível de luz que utiliza campos de lasers programados para descarregar uma quantidade determinada de energia e um certo comprimento de onda – tanto lasers frios quanto raios em LED podem ser utilizados.

Na verdade, a tecnologia é usada para o controle de calvície há décadas, mas agora ganhou esse apelo que dá alcance direto ao consumidor final. “O efeito de crescimento dos cabelos foi primeiramente descoberto em experimentos feitos em ratos de laboratório nos anos 60”, diz Braile. Há mais de 100 estudos relacionados sobre a terapia.

“Vestindo” esse capacete mágico

A instrução inicial diz que o usuário deve utilizar o iGrow quatro vezes por semana durante 25 minutos. A resposta da terapia é impressionante: foi detectado um aumento de 37% do volume capilar em mulheres após quatro meses, de acordo com um estudo sobre lasers e medicina publicado pela Wiley Periodicals, editora norte­americana que sempre realiza levantamentos relacionados. Os homens, por sua vez, viram um aumento de 35% na contagem de cabelos. Nenhum efeito colateral relevante foi registrado.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8607/ficando-calvo–ent%C3%A3o-conhe%C3%A7a-o-igrow,-dispositivo-que-usa-lasers-na-cabe%C3%A7a

Brasil não alcançará meta de erradicar hanseníase em 2015

O Brasil registrou ano passado 24.612 casos novos de hanseníase, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta­feira pelo Ministério da Saúde. O número, embora significativamente menor do que o registrado em 2013, quando 51.900 casos haviam sido identificados, indica que o país não conseguirá alcançar a meta de erradicar a doença, considerada endêmica em território nacional, até o fim deste ano, como havia sido divulgado em 2012.

A coordenadora do Programa Nacional de Hanseníase, Rosa Castaglia, afirma que a taxa de prevalência da doença caiu 68% nos últimos dez anos, passando de 4,52 para 1,42 por 10.000 habitantes entre 2003 e 2013. Para tentar acelerar o ritmo de queda, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta­feira uma campanha sobre a doença. O mote é “Hanseníase, quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar”, uma tentativa de ampliar o diagnóstico precoce da doença e a divulgação de que o tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, embora a erradicação não seja alcançada até o fim do ano, o objetivo de eliminar a doença será mantido, agora, sem prazo. “O período de incubação [da hanseníase] é de cinco anos”, disse o ministro.

Doença — A ocorrência da hanseníase no Brasil é irregular. Embora esteja presente em todas as unidades da federação, a doença tem grande concentração na Amazônia e em Estados do Nordeste. O campeão é o Mato Grosso, com 9,03 casos por cada 10 000 habitantes. Em seguida vem o Maranhão, com 5,29 casos por cada 10 000 habitantes. Pará, Tocantins e Pernambuco também apresentam índices considerados altos.

A hanseníase é uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas varia de dois a cinco anos. A doença faz aparecer manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e em áreas da pele. Essas manchas trazem a sensação de formigamento, diminuição da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8625/brasil-n%C3%A3o-alcan%C3%A7ar%C3%A1-meta-de-erradicar-hansen%C3%ADase-em-2015

Falta de melatonina causa obesidade e diabetes

Médicos brasileiros descobriram que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles diabetes, hipertensão e obesidade.

Muito além de apenas regular o sono, a melatonina controla a ingestão alimentar, o gasto de energia, o acúmulo da energia no tecido adiposo e a síntese e a ação da insulina nas células.

Além disso, o hormônio é um importante agente antihipertensivo, regula a resposta do organismo à atividade física aeróbica e participa da formação de neurônios durante o desenvolvimento fetal e pós­natal.

Isto sem contar estudos recentes que mostraram que a melatonina ajuda a combater o câncer de mama.

Agora, o grupo de pesquisa coordenado pelo Dr. José Cipolla Neto, da USP (Universidade de São Paulo) acaba de concluir um estudo mostrando o papel da melatonina no metabolismo energético.

“Nossos dados fundamentaram na literatura científica a importância da melatonina no controle da ingestão alimentar, do dispêndio energético pelo organismo e do armazenamento de energia nos estoques, como o tecido adiposo e o fígado. O resultado final desse balanço energético é o peso corpóreo. Podemos afirmar que a melatonina tem papel fundamental na regulação do peso corpóreo,” explicou o Dr. José Cipolla.

Segundo ele, a melatonina é um poderoso regulador da secreção e da ação da insulina, com várias funções importantes no organismo, entre as quais regular o desvio da energia ingerida pela alimentação para os estoques energéticos, bem como a retirada de energia desses estoques para uso nas atividades do dia a dia.

“Pode ser vista, portanto, como um possível coadjuvante no tratamento do diabetes do tipo 2, decorrente da resistência insulínica. Mesmo no diabetes do tipo 1, no qual há pouca produção de insulina, a melatonina poderia melhorar a ação desse hormônio pancreático,” disse o médico.

Evitar a luz azul à noite

Os problemas de saúde podem começar a aparecer quando a produção de melatonina é prejudicada ­ e essa produção se dá sobretudo à noite.

“A principal causa de queda na produção noturna de melatonina é a fotoestimulação. A maioria das pessoas começa a produzir esse hormônio por volta de 20 horas. Quando o indivíduo se expõe à luz durante a noite, seja vendo TV ou mexendo no smartphone ou no computador, a síntese de melatonina que deveria estar ocorrendo nesse período é bloqueada. Esse pode ser um dos fatores por trás da epidemia de obesidade da sociedade contemporânea,” disse José Cipolla.

Segundo o médico, para evitar ou minimizar o problema, além de dormir bem em quartos sem iluminação, o ideal é evitar a luz azul à noite.

“Uma das coisas que têm sido sugeridas é eliminar o comprimento de onda da luz azul, de 480 nanômetros, que controla a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina. As empresas de iluminação já estão trabalhando nesse tema. Estudos mostraram que, se o ambiente noturno estiver com baixas intensidade de luz azul, o indivíduo pode permanecer trabalhando sem ter a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina afetadas significativamente. Mas esse é justamente o comprimento de onda emitido pelo LED de luz azul presente em computadores, televisores e smartphones. Há empresas que vendem películas para colocar na tela e filtrar a luz azul. É uma forma de lidar com o problema,” conclui o médico.

 

Tatuagem temporária mede nível de açúcar no sangue

Pesquisadores da Universidade de São Diego, nos Estados Unidos, criaram uma espécie de tatuagem que monitora os níveis de glicose de diabéticos, eliminando a necessidade de picadas nos dedos para as medições.

A equipe de pesquisadores imprimiu eletrodos em papel de tatuagem temporária.

Ele era sincronizado com um aparelho, que indicava em um monitor os níveis de glicemia do paciente.

Após cada refeição, os eletrodos geravam uma corrente elétrica.

Como a glicose é repleta de íons de sódio, com carga positiva, eles eram atraídos pela corrente para a superfície da pele, permitindo que o aparelho leia os níveis do carboidrato no sangue.

Os pesquisadores testaram o aparelho em sete pacientes sem diabetes e descobriram que as medidas feitas pela tatuagem eram consistentes com o método tradicional de picada nos dedos.

Amay Bandodkar, estudante de nanoengenharia na universidade de São Diego que trabalhou no estudo, afirma que cada tatuagem temporária funcionava por um dia, custando alguns centavos para o usuário.

A equipe de pesquisadores espera agora encontrar uma forma para que os sensores funcionem de forma contínua, além de gerar uma leitura numérica do nível de glicose.

Os cientistas também planejam expandir as capacidades do aparelho, que poderia servir como uma forma não invasiva de aplicar medicamentos.

Fonte: https://www.ipele.com.br/revista/8632/tatuagem-tempor%C3%A1ria-mede-n%C3%ADvel-de-a%C3%A7%C3%BAcar-no-sangue